Coendou prehensilis Porco-espinho brasileiro (Também: porco-espinho de cauda preênsil)

Por Sarah Andres

Alcance Geográfico

Porcos-espinhos-brasileiros arbóreos (Coendou prehensilis) são organismos neotropicais encontrados do norte da Colômbia para o leste, através do norte da América do Sul, e para o sul, através da maior parte das planícies florestadas cis-andinas. Os extremos dessa faixa incluem o leste da Bolívia, o norte da Argentina e o leste do Paraguai.(Roberts, et al., 1985; Voss, 2011)

pastor alemão oriental vs pastor alemão ocidental
  • Regiões Biogeográficas
  • neotropical
    • nativo

Habitat

Porcos-espinhos brasileiros ocupam uma seleção diversificada de ambientes, mas não são encontrados em altitudes superiores a 1.500 metros. Embora ocupem principalmente florestas antigas, onde as árvores para forrageamento e moradia são abundantes, eles também habitam terras altas e montanhosas úmidas, llanos ribeirinhos (vastas pastagens tropicais) e até mesmo algumas terras cultiváveis.(Roberts, et al., 1985; Voss, 2011; Wilson e Reeder, 2005)



  • Regiões de Habitat
  • tropical
  • terrestre
  • Biomas Terrestres
  • savana ou pastagem
  • floresta
  • floresta tropical
  • Outras características do habitat
  • agrícola
  • Elevação de alcance
    1.500 (altura) m
    pés

Descrição física

Os porcos-espinhos brasileiros são considerados grandes, com uma cauda longa, muscular e preênsil; bem adaptado para viver e se mover nas árvores. O tamanho do corpo adulto varia de 300 a 600 milímetros de comprimento, com a cauda medindo 330 a 485 milímetros adicionais. Machos e fêmeas adultos crescidos podem pesar até 4,55 e 5 kg, respectivamente. Os jovens têm em média 500 milímetros de comprimento do nariz à ponta da cauda e 415 gramas ao nascer, sem diferença significativa entre machos e fêmeas. Os jovens têm uma densa cobertura de pêlos castanhos avermelhados (cada um com cerca de 35 milímetros de comprimento) na cabeça e no corpo que mais tarde endurecerão como penas. Os porcos-espinhos adultos têm a pele variando em tons de ferrugem amarelo-laranja a preto-acastanhado e são cobertos por longos espinhos na face dorsal. A tonalidade amarelo-laranja é devido a uma substância cerosa pungente exsudada das glândulas sebáceas de homens e mulheres. Os espinhos semi-ocos são tricolores com pontas brancas terminando em uma ponta farpada. Isso torna os espinhos de 60 a 100 milímetros eficazes para penetrar na carne de predadores e difíceis de remover. As caudas preênseis não são fiadas e são utilizadas para estabilização e agarramento durante a escalada, bem como como meio de suspensão. Além de muito musculosa, essa cauda preênsil possui um caloide próximo à ponta ventral para auxiliar na preensão de ramos e cipós. Outra característica que se desenvolveu com a vida arbórea é o pé especializado, com seus longos dedos em garras, ideais para se locomover e forragear entre as árvores. Porcos-espinhos brasileiros têm orelhas pequenas, bigodes longos, aberturas nasais largas e incisivos superiores procumbentes especializados. Os olhos são circundados por uma fina faixa de pele nua na camada de espinhos que se estende até o nariz.('Prehensile-tailed Porcupine', 2011; 'Spotlight on Vet Medicine: A Tale of a Porcupine Tail', 2011; Lewis, 1964; Roberts, et al., 1985; Voss, 2011)



Porcos-espinhos de cauda preênsil diferem dePorcos-espinhos da América do Norteem muitos aspectos. Além de ter filhotes menores que requerem um período de desenvolvimento prolongado, os porcos-espinhos brasileiros carecem de um manto distinto de penas mais longas cobrindo a nuca, os ombros e a parte superior das costas dos adultos. Diferentes também são as características que os marcam como porcos-espinhos arbóreos, como a cauda preênsil e a falta de pêlo emergente.Porcos-espinhos da América do Norteadaptam-se tanto à vida terrestre como à arbórea e têm o corpo todo coberto de pêlos. O tamanho é a característica mais marcante, entretanto, com os porcos-espinhos brasileiros raramente ultrapassando 5 quilos de massa e 600 milímetros de comprimento. Em contraste,Porcos-espinhos da América do Nortegeralmente variam de 10 a 12 quilogramas e 600 a 900 milímetros, respectivamente.(Roberts, et al., 1985; Voss, 2011)

Porcos-espinhos brasileiros podem ser distinguidos deporco-espinho bicolorpor seus seios frontais predominantemente inflados. Os dois porcos-espinhos neotropicais são bastante semelhantes em tamanho e cor.(Voss, 2011)



  • Outras Características Físicas
  • endotérmico
  • homoiotérmico
  • simetria bilateral
  • Dimorfismo Sexual
  • feminino maior
  • Massa de alcance
    2 a 5 kg
    4,41 a 11,01 lb
  • Comprimento de alcance
    300 a 600 mm
    11,81 a 23,62 pol.
  • Taxa metabólica basal média
    5,123 W
    Uma idade

Reprodução

Pouco está documentado sobre o sistema de acasalamento dos porcos-espinhos brasileiros na natureza e em cativeiro. Em ambientes de cativeiro, foram observadas ocorrências de machos pulverizando fêmeas e seus filhotes para marcá-los; uma vez, geralmente durante um período de suspeita de namoro, e novamente quando os jovens nascem. Depois que os filhotes nascem, o macho pode continuar a marcar tanto a fêmea adulta quanto os filhotes. As fêmeas nunca foram observadas castrando machos ou jovens. Embora às vezes os machos e as fêmeas estejam juntos, eles parecem dormir e se alimentar separadamente.(Roberts, et al., 1985)

  • Sistema de Acasalamento
  • monogâmico

Embora não haja época de reprodução, as fêmeas observadas em cativeiro têm estro fértil pós-parto. Eles são capazes de copular e conceber apenas 3 a 18 dias após o parto. Este é um traço comum entre outrosroedores histicognatassem época de reprodução. Após um período de gestação de 195 a 210 dias, nasce um filhote no solo. Os filhotes precoces do porco-espinho brasileiro nascem com os olhos abertos, cauda fortemente preênsil e garras bem desenvolvidas. Apesar de poder se mover e subir, o filhote não se afasta muito de onde nasce nas primeiras 2 a 3 semanas de vida, além de subir em árvores quando incomodado. Além de nascerem com uma densa pelagem de pêlos protetores, os penas natais de até 15 milímetros de comprimento protegem os jovens e atingem o comprimento adulto após cerca de 10 semanas. O desmame ocorre entre 10 e 15 semanas. Não se sabe quando os machos atingem a maturidade, mas as fêmeas atingem a maturidade sexual aos 19 meses de idade. Os limites da vida reprodutiva dos porcos-espinhos brasileiros são desconhecidos, mas foi documentado que aqueles em cativeiro produzem filhotes por mais de 10 anos.(Roberts, et al., 1985)

  • Principais características reprodutivas
  • iterópico
  • criação o ano todo
  • gonocórico / gonocorístico / dióico (sexos separados)
  • sexual
  • fertilização
  • vivíparo
  • estro pós-parto
  • Intervalo de reprodução
    Os porcos-espinhos brasileiros não têm época de reprodução e podem procriar até 3 dias após o parto.
  • Época de reprodução
    Os porcos-espinhos brasileiros podem procriar durante todo o ano.
  • Número de intervalo de descendência
    1 (alto)
  • Número médio de filhos
    1
    Uma idade
  • Período de gestação de alcance
    195 a 210 dias
  • Faixa de idade de desmame
    10 a 15 semanas
  • Tempo médio para independência
    15 semanas
  • Idade média na maturidade sexual ou reprodutiva (feminino)
    19 meses
  • Idade média na maturidade sexual ou reprodutiva (feminino)
    Sexo: feminino
    578 dias
    Uma idade
  • Idade média na maturidade sexual ou reprodutiva (masculino)
    Sexo: masculino
    578 dias
    Uma idade

Embora os filhotes de porco-espinho brasileiro sejam altamente desenvolvidos ao nascer, há uma dependência materna substancialmente prolongada. As mulheres podem amamentar por 70 dias ou mais durante três estágios principais do desenvolvimento infantil. Do nascimento às 4 semanas, o jovem é totalmente dependente da mãe para nutrição. A mãe amamenta a cada 4 a 6 horas por 1 a 3 minutos de cada vez, a critério da mãe. De 4 a 15 semanas, os jovens são introduzidos lentamente a fontes externas de alimento. O filhote mama na mãe, além de buscar alimentos sólidos. A independência nutricional completa ocorre com 15 ou mais semanas, quando o jovem se torna completamente autossuficiente, em busca de alimento. Excluindo a amamentação, há poucos cuidados maternos. Nem machos nem fêmeas em ambientes selvagens ou de cativeiro foram observados defendendo ou removendo seus filhotes de perigos potenciais. Os jovens muitas vezes são deixados por conta própria subindo em árvores para escapar do perigo. Em cativeiro, os jovens ocasionalmente brincam com o pai, mas pouco ou nenhum cuidado paterno é evidente na natureza. Apesar da interação e do cuidado limitados, nenhum dos adultos mostra agressividade para com os jovens. Após as fêmeas adultas darem à luz uma nova ninhada, elas permanecerão toleráveis ​​com a prole de sua ninhada anterior.(Roberts, et al., 1985)



  • Investimento Parental
  • precoce
  • cuidado parental feminino
  • pré-desmame / emplumação
    • provisionamento
      • fêmea
  • associação pós-independência com os pais

Tempo de vida / longevidade

Sabe-se que os porcos-espinhos brasileiros vivem até 27 anos em cativeiro. A expectativa de vida na natureza é provavelmente menor e limitada pelo desgaste dentário causado pela dieta.(Gorbunova, et al., 2008)

Comportamento

Porcos-espinhos brasileiros são socialmente tolerantes, especialmente quando companheiros e comida são abundantes, mas preferem grupos pequenos ou um estilo de vida completamente solitário. Esses porcos-espinhos arbóreos passam mais de 85% de seu tempo em árvores onde dormem, se alimentam e interagem com outros porcos-espinhos. Galhos altos, garfos e troncos ocos são os locais preferidos para tocas e para dormir durante o dia. Raramente se aventuram ao solo onde se acasalam, dão à luz, defecam e se alimentam de maneira intermitente. Por ser noturno, o pico de atividade dos porcos-espinhos de cauda preênsil é entre 16h e 2h e depende da época do ano.('Prehensile-tailed Porcupine', 2011; 'Spotlight on Vet Medicine: A Tale of a Porcupine Tail', 2011; Roberts, et al., 1985)

  • Comportamentos Chave
  • arbóreo
  • scansorial
  • noturno
  • móvel
  • solitário
  • Social

Faixa de casa

Não há informações sobre a área de vida do porco-espinho brasileiro.



Comunicação e Percepção

Os porcos-espinhos brasileiros se comunicam de várias maneiras, incluindo formas acústicas, químicas e visuais. Quando relaxadas e à vontade, as penas dos porcos-espinhos repousam bem encostadas na pele. Se ameaçado, irritado ou enfrentado por um indivíduo desconhecido, o porco-espinho-brasileiro levanta seus espinhos perpendicularmente ao corpo. A velocidade da piloereção pode indicar a intensidade da ameaça ou aborrecimento percebido. Para parecer ainda maiores e mais perigosos diante de uma ameaça, os porcos-espinhos de cauda preênsil se virarão de lado na direção da ameaça. A última demonstração defensiva antes de atacar, é virar-se para a ameaça com a cabeça baixa, exibindo as espinhas da cabeça e do pescoço, e então se lançando para frente.(Roberts, et al., 1985)

Longos gemidos, uivos, grunhidos, cliques, miados, assobios e guinchos são as principais comunicações auditivas dos porcos-espinhos. Gemidos prolongados podem ser utilizados para se comunicar a longas distâncias com outros indivíduos e gritos são usados ​​geralmente ao entrar ou se afastar de interações próximas com outros porcos-espinhos. Cliques ou grunhidos são usados ​​antes de um ataque ou para indicar uma ameaça. O tagarelar, a postura e o chocalhar dos dentes são usados ​​para evitar ameaças em potencial. O chocalhar da pena também ocorre após a escovação ou quando os porcos-espinhos se assustam, o que traz algum debate sobre o significado específico desse comportamento.(Roberts, et al., 1985)



A comunicação química inclui cheirar e marcar o cheiro feito por ambos os sexos. A marcação do cheiro é feita por “fricção anal”, onde os porcos-espinhos de cauda preênsil usam uma grande mancha glandular nua ao redor da região anogenital para marcar um substrato. Os machos são mais propensos a esfregar do que as fêmeas e também marcar seus parceiros e filhos borrifando urina. As mulheres não costumam marcar com urina. Todos os porcos-espinhos de cauda preênsil produzem uma substância cerosa pungente das glândulas sebáceas ao longo de seus flancos e parte inferior das costas que deixam um odor distinto nas áreas freqüentadas pelos porcos-espinhos. Isso indica que pode haver alguma distinção de território entre os indivíduos, mas é necessário coletar mais informações para ter certeza.(Roberts, et al., 1985)

  • Canais de Comunicação
  • visual
  • acústico
  • químico
  • Outros modos de comunicação
  • marcas de cheiro
  • Canais de Percepção
  • visual
  • toque
  • acústico
  • químico

Hábitos alimentares

Porcos-espinhos brasileiros são herbívoros obrigatórios que se alimentam principalmente entre as árvores. Em seu habitat natural, os porcos-espinhos brasileiros se alimentam da casca e da camada de câmbio de algumas árvores, brotos, frutos, raízes, caules, folhas, flores, sementes não amadurecidas e produtos agrícolas como milho e banana. Porcos-espinhos brasileiros usam suas longas garras para descascar cascas de árvores e abrir frutos. Uma fonte de comida favorita são as sementes de palmeiras rainha ou cocos (Syagrus romanzoffiana) Em cativeiro, a dieta do porco-espinho brasileiro é complementada com milho, pellets de rato, maçãs, grãos secos, couve, laranja, batata-doce e ração de macaco.('Prehensile-tailed Porcupine', 2011; Roberts, et al., 1985)

  • Dieta Primária
  • herbívoro
    • frugívoro
    • granívoro
  • Alimentos Vegetais
  • folhas
  • raízes e tubérculos
  • madeira, casca ou caules
  • sementes, grãos e nozes
  • fruta
  • flores

Predação

Com uma cobertura de espinhos farpados que são eficazes em penetrar na carne de predadores, existem relativamente poucos animais que atacam porcos-espinhos. No entanto, nas áreas rurais, as pessoas comem porco-espinho de cauda preênsil. Durante os meses de verão, vida livre e selvagemcachorrosocasionalmente pegue e consuma porcos-espinhos de cauda preênsil. Sua coloração escura e estilo de vida noturno e arbóreo também limitam a maior parte da predação por ocultação. No entantobeijando insetos ou besouros assassinosnão mate os porcos-espinhos brasileiros, eles se alimentam do sangue deles.('Prehensile-tailed Porcupine', 2011; Campos, et al., 2007; Gaunt e Miles, 2000)

  • Adaptações anti-predador
  • enigmático

Papéis do ecossistema

Porcos-espinhos brasileiros são os principais consumidores de plantas em sua área geográfica. Há algumas evidências de que seu forrageamento auxilia na dispersão de algumas sementes de árvores. Por sua vez, os porcos-espinhos brasileiros são atacados por um número seleto de animais. Desde os verdadeiros bugs (Eratyrus mucronatus) se alimentam de seu sangue, os porcos-espinhos brasileiros são um reservatório de tripanossomos euglenóides parasitas (Trypanosoma cruzi)(Gaunt e Miles, 2000; Roberts, et al., 1985; Valente, et al., 1998)

  • Impacto no ecossistema
  • dispersa sementes
Espécies Comensais / Parasitárias
  • Eratyrus mucronatus
  • Trypanosoma cruzi

Importância econômica para humanos: positiva

Além de funcionar como uma fonte ocasional de alimento, os porcos-espinhos de cauda preênsil não são de grande importância econômica para os humanos.('Porco-espinho de cauda preênsil', 2011)

  • Impactos Positivos
  • Comida

Importância econômica para humanos: negativa

Além de alguns danos agrícolas, os porcos-espinhos brasileiros atuam como um reservatório paraTrypanosoma cruzi, que causa a doença de Chagas em humanos. No entanto, os próprios porcos-espinhos não são infecciosos para os humanos.('Porco-espinho de cauda preênsil', 2011; Valente, et al., 1998)

  • Impactos negativos
  • fere humanos
    • carrega doenças humanas
  • praga de colheita

Estado de conservação

Porcos-espinhos brasileiros são considerados de menor preocupação. Suspeita-se (embora não tenha sido confirmado) que uma grande população de porcos-espinhos está distribuída em uma ampla faixa que inclui muitas áreas protegidas. Porcos-espinhos brasileiros também exibem uma tolerância à modificação do habitat por humanos e não têm diminuído na taxa necessária para se qualificar para uma lista de maior risco.(Marinho-Filho, et al., 2011)

Contribuidores

Sarah Andres (autora), University of Wisconsin-Stevens Point, Christopher Yahnke (editor), University of Wisconsin-Stevens Point, Alecia Stewart-Malone (editora), University of Wisconsin-Stevens Point, Laura Podzikowski (editora), Projetos Especiais.